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.........Solicitara-me, insistentemente, recusei-me deste honroso mister do editor e diretor desta Revista Tradição, Jorge Fregadolli, para escrever algo sobre o Padre Francisco Robl, carinhosamente cognominado Padre Chiquinho, que nos deixara para sempre, no dia 04 de novembro deste ano, ao meio dia, quando apontavam para o infinito os ponteiros dos elógios no horário-verão do Brasil. Enfim, aceitei o reiterado convite.
..........Alguns dias hospitalizado, todos que o conheciam e o admiravam pela sua maneira, gentil, cavalheiro, padre educado ao trato com as pessoas, à altura de uma Igreja Mãe e Mestra. Todos estavam em orações suplicantes pelo seu restabelecimento, pois sua falta ser-nos-ia, permanentemente, irreparável. Ele, porém, estava preparado; tinha maturidade espiritual para o seu último chamado para a Mansão dos Justos: Em Tuas mãos, Senhor! Apto para receber a recompensa do servo bom e fiel, de ter-se doado a maior parte da sua vida como Pescador de Homens para o redil de Cristo.
Chiquinho esboça sorriso
ao abraçar sua cruz.
Eia, está no Paraíso,
feliz co'o Mestre Jesus!
..........Ele fora para o mundo eclesiástico da arquidiocese de Maringá aquilo que representou o apóstolo de Ars, São João Maria Batista Vianney, Cura d'Ars, para a igreja da França e de outros países, o Papa João Paulo II para toda a Igreja católica, cujos ensinamentos seus vigem indeléveis nesta Igreja peregrina, frutificam à catolicidade da Igreja fundada em Pedro, continuada nos Apóstolos e seus sucessores.
..........Padre Chiquinho estava à disposição da igreja que está em Maringá com o seu sorriso eloquente de felicidade, ao preparar-se dia a dia para ser o Bom Pastor na Vinha do Senhor.
..........Ele, grande na espiritualidade, contribuíra por muitos anos
..........Conheci-o, pessoalmente, desde os idos de 1961, quando ele, pároco em Jussara, e eu Cura da Catedral de Maringá. Quando vinha a Maringá visitar seus parentes pioneiros que trabalhavam no Posto Maluf, às vezes, era-me hóspede simpático que me edificava tanto com seu ardor de pastor e sacerdote modelar.
..........Eu com ele estabelecemos uma relação de devoto e admiração. Afirmo que tivemos uma relação de amizade fraterna, e também as visitas que lhe fazia todas as vezes que ia rever meu irmão e parentes em Cianorte, perto de Jussara. Sua casa paroquial modesta e com boa biblioteca. Sua permanente curiosidade em conhecer a diocese de Maringá, seu desejo contumaz de poder um dia trabalhar na diocese de Maringá tão carente de padres. Dia a dia passara. Dom Jaime Luiz Coelho, em insistentes convites ao padre Chiquinho para vir trabalhar na diocese de Maringá. Chegou a vez de a Providência Divina trazê-lo para dar os seus melhores anos de sacerdócio à Igreja Particular de Maringá.
..........No dia 04 de novembro, meu aniversário natalício, o grande amigo sacerdote nos deixara ao meio dia. Mas a sua figura simpática selou com o perfume de uma vida sacerdotal ilibada e com seu último sorriso deixa-nos enlutados.
..........Almoçava quando chegara a notícia de seu falecimento na Santa Casa de Maringá. Entristeci-me ao perder um amigo de muitos anos. Fiz-lhe preces ao céu pelo seu descanso eterno, pela sua feliz morada junto à presença de Deus.
..........Nosso mundo fica menor sem a sua presença sorridente, mas a aliança da arquidiocese de Maringá para com sua obra ficará eterna nas páginas clássica da História da Arquidiocese de Maringá.
..........Rilke disse quando da morte de Rodin: “Todos os grandes homens já morreram”. Padre Francisco Robl permanece vivo entre nós pelas sementes lançadas às mãos-cheias na seara de Deus.
*Publicado na Revista Tradição (Dezembro/2009)

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